Venho por este meio apresentar uma reclamação em nome do meu pai, de 83 anos, por ter sido vítima de uma venda abusiva e desleal por parte do colaborador que o atendeu.
O meu pai dirigiu-se à loja MEO apenas para contratar tv , internet e voz. Tratando-se de uma pessoa de 82 anos, que se apresentou na loja com um telemóvel de teclas, era evidente para o funcionário qual era o seu perfil e a sua falta de conhecimentos tecnológicos. Ainda assim, por má-fé ou metas comerciais, o colaborador vendeu-lhe um pacote e serviços completamente despropositados para a sua idade e utilização.
A utilização real dele resume-se exclusivamente ao cartão SIM no telemóvel de teclas para fazer chamadas e ao serviço de televisão. A Internet fixa é usada apenas pontualmente quando recebe visitas em casa.
Apesar deste perfil claríssimo, a MEO recusa-se até ao momento a resolver o problema, mantendo situações inaceitáveis:
Chamadas Internacionais e Tarifário: Estão a ser cobrados custos de chamadas internacionais todos os meses, quando deviam ter sido configuradas as opções/minutos incluídos no próprio plano para esse fim.
Venda e Cobrança de Equipamentos Desnecessários: O funcionário vendeu-lhe (e o meu pai já pagou) uma Box Android 4K, sabendo que a televisão dele nem sequer suporta 4K. Além disso, venderam-lhe uma velocidade de Internet de 1000 Mbps e um cartão com 200 GB de dados móveis para usar num telemóvel de teclas antigo que nem sequer tem acesso à Internet.
Durante meses o meu pai pagou faturas elevadas (135,79 €, 107,72 €, 77,38 €) sem perceber o motivo. Para agravar, esteve ainda sem serviço de televisão e Internet entre 25/06/2026 e 04/07/2026.
Diante da postura da MEO, que se recusa a resolver esta situação de forma justa, o objetivo desta reclamação é exigir:
1. Alteração imediata do contrato para o plano mais básico e simples possível, ajustado à sua utilização real (TV básica + chamadas);
2. Ajuste do serviço de telefone/chamadas, garantindo que as ligações para Angola utilizem os minutos/condições do plano e deixem de gerar cobranças extra mensais;
3. Remoção de todos os aditivos desnecessários (dados móveis de 200 GB e velocidades de Internet desmesuradas) e resolução da questão do equipamento 4K indevidamente vendido a quem não tem televisão para o efeito.
Informa-se que, perante a recusa contínua da operadora em corrigir este abuso, prosseguiremos através dos meios Judicial

