Assistência técnica sem sucesso

  • 13 Agosto 2018
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Tão pouco por 145 Euros,

O título deste texto, poderia ser muito diferente, por exemplo “era uma vez um serviço público”, “quando a eficiência era um orgulho”, “as telecomunicações são um bom negócio… o problema são os clientes”, ou ainda "Danos colaterais do MEO Sudoeste...", entre outros.
No entanto, o título é apenas a descrição do montante da última fatura da meo, no meu domicílio. Sendo uma fortuna, quando comparado com o rendimento médio de uma família portuguesa, considero-o no limite do razoável, afinal inclui 4 números de telemóvel, 3 dos quais são de 2 adolescentes e um jovem adulto… um número fixo, tv básica e a internet por cobre.
Normal, mau serviço, muitas avarias (2 ou 3 por ano, entre telefone, box, caixa de derivação no poste e armário… de tudo um pouco), mas íamos vivendo, a rede móvel não é má, as miúdas lá vão protestando com a velocidade mas toleram essa limitação. 
Importante, de cada vez que se avaria algo, temos que ligar para o 16209… e as faturas no final do mês veem com alguns euros por essas chamadas, afinal o mau serviço tem que ser cobrado, ou seja, o cliente também suporta o custo das avarias…
Mas o objetivo desta pequena apresentação é aliviar o stress, contando uma história verídica de uma situação de ausência de critérios de qualidade sobre um serviço de telecomunicações, e resumindo, estamos a 5 de Agosto de 2018, desde o dia 27 de Julho que o serviço de cabo (fixo, internet e tv) começou a ficar intermitente… esperando uma melhora automática, esperei até dia 31 para comunicar, desde então já comuniquei outras 2 vezes, uma delas esperando 10 min e desistindo. A resposta do operador é: “de facto a sua linha apresenta diversas limitações, já encaminhámos a avaria para o serviço técnico que oportunamente entrará em contacto consigo”… e nisto passámos 10 minutos, e nada de concreto.
Importa referir que o serviço técnico é fornecido pelo subempreiteiro mais barato do empreiteiro que foi contratado pela meo para a zona… e que nunca ninguém sabe quem é, nem quando vem!
O problema agrava-se porque, residindo eu no lado mais a Este do concelho de Aljezur, e existindo neste momento um incendio enorme em Mochique, não temos acesso a informação via tv, ou internet, ou nem sequer uma linha fixa para comunicação.
Parece-me que, o esforço de promoção de vendas e marketing que a meo faz diariamente, deveria ser mais equilibrado com o esforço de garantir padrões mínimos de qualidade aos seus clientes, digamos que o serviço pós-venda da meo é fraquinho.
Neste Domingo, à sombra dos 41 graus, com o sol tapado pelo fumo, vou continuar a esperar pelo contacto do serviço técnico da “meo” e ouvindo a rádio… esta, apesar dos transmissores velhinhos, lá se vai aguentando.

Aljezur, 05/08/2018

Mário Encarnação

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