Recusa de assistência em garantia e cobrança indevida de SMS internacionais

  • 7 Maio 2016
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Serve a presente comunicação para apresentar uma reclamação relativamente aos péssimos serviços de assistência e apoio ao cliente com os quais tenho sido “brindado” desde o passado dia 2 de abril. Para melhor se entender o porquê do meu descontentamento, nada melhor do que contar a história desde o princípio: No passado dia 2 de abril, dirigi-me a uma loja MEO no Almada Fórum (frente ao Jumbo) para solicitar um serviço de assistência num telemóvel adquirido no sítio da MEO, em 04.12.2014, ou seja, dentro do prazo da garantia legal do fabricante. Pois bem, aqui começou a novela:

 

1. Enquanto transmitia os dados necessários para a abertura do processo e questionava a operadora se por ventura tinham a possibilidade de facultar um equipamento de substituição, eis que surge uma funcionária que agarra no telemóvel, retira a tampa da bateria e começa a sacudir o equipamento como se fosse a coisa mais natural, quiçá parte de um processo de elevados padrões de qualidade, com a intenção de despistar a causa da avaria. Enquanto isso, e sem ter realizado qualquer tentativa de contacto com o cliente, começa a insinuar junto da colega que o equipamento tinha água no interior, porque entendeu que a superfície da bateria aparentava ter humidade. Tenho 50 anos e esta foi uma das mais completas demonstrações de ignorância e estupidez a que assisti. Ignorância porque esta (suposta) responsável de loja não soube reconhecer um simples fenómeno de condensação resultante da diferença de temperatura entre as mãos (dela) e a superfície mais fria da bateria e estupidez porque tão pouco se dignou a encarar o cliente, o que revelou uma tremenda falta de respeito para quem contribui para o salário que aufere – os clientes.

 

2. Contudo, como a operadora que estava a registar o processo não conseguiu ver nada de mais com o equipamento, optou por continuar com a abertura processo.

 

3. Quando finalmente se prepara para colocar o equipamento numa cx para ser enviado para a reparadora, chamo a atenção que o visor tinha uma fissura no canto inferior dto. – fruto de uma queda ocorrida em agosto passado – e para a qual gostaria de obter um orçamento de reparação.

 

4. Aqui começa a 2ª parte da novela. A operadora mal confirma que o visor tem este dano, informa-me imediatamente que o equipamento deixou de ter garantia. Como não sou nenhum leigo na matéria – trabalhei durante 20 anos como responsável de um departamento de garantias no setor automóvel – informei que essa situação só seria aceitável caso a avaria estivesse relacionada com o dano.

 

5. Contudo e como o dano no visor ocorreu há cerca de 8 meses, não me pareceu que existisse uma relação entre uma coisa e a outra. Por esse motivo, insisti que o equipamento fosse enviado para a reparadora de modo a ser devidamente analisado.

 

6. Alguns dias mais tarde, sou contactado por alguém (penso que da MEO) a informar que a entidade reparadora tinha recusado a reparação porque o visor estava partido. Quando volto a referir que a garantia não pode ser recusada de forma arbitrária sem que o equipamento seja devidamente inspecionado, informa-me num tom bastante altivo que o fabricante é que decide as condições de garantia e que se quiser o telemóvel reparado teria de pagar um custo 152.57€ (IVA incluído). Atendendo ao facto de estar a a meio de uma reunião de trabalho, pedi para voltar a ser contactado mais tarde mas que discordava totalmente daquela decisão.

 

7. No dia seguinte sou novamente contactado, desta vez por alguém com um discurso mais educado apesar da “cartilha” ser sempre a mesma, ou seja, “lamentamos mas atendendo a que o visor está partido, o equipamento perdeu a garantia”.

 

8. Da última vez que li o Decreto-Lei 84/2008 e que anexo para vossa referência, não consegui localizar nenhum artigo que indique que um artigo perde a garantia se apresentar danos. Como certamente é do vosso conhecimento (e se não é deveria ser!), independentemente das exclusões que cada fabricante decida colocar no clausulado das condições contratuais da sua garantia, no final o que prevalece em defesa dos consumidores, é a legislação local.

 

9. Mais uma vez e com muita calma, voltei a referir que estas coisas não funcionam assim e que só aceitaria tal situação mediante a apresentação de um relatório técnico que demonstrasse a existência de uma relação causa/efeito entre o visor partido e o facto de o telemóvel ter deixado subitamente de trabalhar enquanto carregava a bateria.

 

10. Alguns dias mais tarde recebo um SMS a informar-me que já posso levantar o equipamento na loja. Quando me desloco à loja, sou novamente informado que o equipamento não foi reparado porque a entidade reparada/fabricante recusou a reparação ao abrigo da garantia.

 

11. Como não me foi fornecido o relatório técnico que havia solicitado, insisto que não levanto o equipamento sem que me forneçam um relatório que indique a existência de uma relação entre uma coisa e outra.

 

12. No dia 29 de abril, recebo novo SMS com o conteúdo de sempre - “PT: Já pode levantar o seu equipamento referente à nota de avaria 001001453618 na loja ou agente PT onde o entregou para reparar. Obrigado e até breve”

 

13. Desta vez lá apresentaram um relatório ou aquilo que parece um parente muito afastado de um verdadeiro relatório técnico – ver documentos em anexo.

 

14. Este não apresenta quaisquer resultados dos testes efetuados nem nenhuma referência ou imagens que demonstrem que o equipamento foi desmontado.

 

15. Durante perto de um mês aparentemente só tiveram tempo para tirar umas fotos ao visor partido (mas isso eu já sabia! Fui eu que chamei a atenção para esse facto, lembram-se???).

 

16. Contudo a verdadeira pérola surge com a explicação: “O equipamento apresenta danos que estão relacionados com a anomalia que o terminal apresenta (não liga)”. Muito elucidativo, sem dúvida, não fosse pelo facto de corresponder à frase que eu usei quando indiquei que aceitaria a recusa da garantia se me dissessem que a avaria estava relacionada com o visor partido. (Ok, fui eu que pedi, não é verdade?)

 

17. Talvez não me tenha explicado bem mas naturalmente que essa frase deve ser interpretada em sentido figurado. Obviamente que o que se pretende é uma explicação mais detalhada da avaria e essa teima em não aparece. Porquê? Porque pelos vistos nem sequer se deram ao trabalho de abrir o equipamento e analisar em detalhe qual a avaria que este apresenta.

 

18. Como é óbvio, fiquei bastante insatisfeito com esta situação e informo que vou solicitar uma segunda opinião a uma entidade independente, de forma a corroborar (ou não) a fantástica avaliação técnica que me foi transmitida.

 

19. No mesmo dia dirigi-me a uma loja especializada em reparação de telemóveis e pedi um orçamento de reparação. No dia seguinte sou informado que a avaria não está localizada no visor porque testaram com um novo e o problema mantêm-se. A avaria está localizada numa placa interna - e não nas placas localizadas por baixo do visor - e que por isso, não adiantava estar a pagar esta reparação porque o equipamento iria ficar na mesma.

 

20. Posto isto, dirigi-me novamente à loja da MEO e após transmitir esta informação, solicitei que apresentassem uma reclamação interna junto da entidade reparadora com o processo nº 3-144427749796. Isto ocorreu no passado dia 30 de abril e até hoje continuo a aguardar por uma resposta a esta reclamação.

 

? Continuação da novela – 2ª temporada

 

1. Pelo facto de já se ter passado um mês, decidi outro telemóvel, desta vez, livre de qualquer operadora. Para o efeito, adquiri um iPhone 5S. Durante o processo de ativação com o cartão Moche que a minha filha usa (por enquanto!), o telemóvel começa de forma silenciosa a tentar registar a aplicação Facetime, sem que a aplicação tenha sido ativada. Passado cerca de uma hora, a minha filha informou-me que subitamente perdeu todo o saldo que tinha no cartão – mais de 14€.

 

2. Contatei imediatamente os serviços de apoio ao cliente MEO e após explicar o que se estava a passar sou canalizado para a área técnica. Aqui foram bastante amáveis e até carregaram mais 3€ para podermos realizar alguns testes. Como o problema se mantinha e como o equipamento tinha uma nova versão de software para instalar, decidi optar por esta solução e verificar se o problema se resolvia.

 

3. A solução aqui foi parcial, ou seja, o equipamento deixou de tentar comunicar sem ser solicitado mas, sempre que tentava ativar o Facetime, o envio de SMS para os servidores da Apple sediados em Inglaterra era constante e o registo não se concluía.

 

4. Contactei os serviços da Apple os quais foram de uma cortesia a toda a prova. Pediram desculpas pelo Bug inicial do software e informaram-me que a nova versão já tinha esse problema resolvido. Contudo explicaram-me outras coisas que tive a oportunidade de constatar.

 

5. Por exemplo, fiquei a saber a MEO é das poucas operadoras que cobra este serviço de ativação e nenhum dos SMS que o telemóvel enviou chegou ao seu destino.

 

6. Isso levou-me a investigar um pouco mais e fui analisar quais os serviços que tenho ativos neste cartão. Na área de clientes, verifiquei que o serviço de comunicações internacionais estava inativo daí o SMS não estar a chegar a lado nenhum.

 

7. Ao contactar novamente a linha MEO, confrontei o operador com esta situação e foi a atrapalhação total – estive largos minutos à espera que o operador fosse questionar alguém acerca deste tipo de problemas (e o cliente a pagar porque as chamadas de um cliente MEO para os serviços de assistência são pagas e bem pagas. Já agora, porque é que eu tenho de estar a pagar o acréscimo de tempo de contacto devido à falta de formação dos vossos operadores?).

 

8. Quando o questionei acerca da razão de me estarem a cobrar SMS internacionais quando até tenho o serviço internacional inativo foi novamente a confusão geral. Parece que não sabem que uma coisa está relacionada com a outra!

 

9. Novamente e após longos períodos de espera, o operador continua a insistir que o facto de ativar ou desativar o serviço de chamadas internacionais não tem relação com o envio de SMS internacionais, algo que eu contestei veemente.

 

10. Como o assunto já se prolongava, solicitei que apresentasse o assunto superiormente. Entretanto, eu iria ativar temporariamente o serviço de chamadas internacionais e confirmar a minha tese, ou seja, voltar a tentar a ativar o FaceTime e verificar se o registo era concluído a partir de um único SMS.

 

11. Escusado será dizer que resultou! Obviamente! Basta confirmarem a que horas é que eu ativei o serviço e a que horas é que o SMS foi enviado.

 

12. Para terminar, aqui vem mais uma pérola: hoje sou contactar pela MEO a informar que não se responsabilizam por nada porque quem cobra os SMS é a Apple. Desculpem? Então eu tenho saldo no meu cartão e é a Apple que me está a cobrar este serviço? Estamos a brincar ou a falar a sério? Sugiro que deem uma vista de olhos aos vossos fóruns já que este não é um problema novo e tem vindo a ser reclamado por imensos clientes.

 

Uma coisa é certa, a MEO e a reparadora podem ser acusadas de muita coisa mas nunca de falta de consistência. Seja qual for o problema, nunca têm qualquer responsabilidade! É de se vos tirar o chapéu! Em conclusão e porque este texto já vai longo, pretendo ser contactado no prazo máximo de 5 dias uteis com a apresentação de soluções para os 2 problemas base aqui descritos – reparação do equipamento ao abrigo da garantia – eu decido mais tarde se opto ou não por reparar o visor - e devolução dos custos associados à cobrança indevida por SMS internacionais que nunca chegaram a ser efetuados uma vez que o serviço estava inativo. Caso optem pelo silêncio ou por manterem as posições que têm apresentado até agora, não me resta outra opção que não seja enveredar pelas vias judiciais, intentando uma ação contra a MEO, entidade reparadora reparadora e respetivo fabricante. Com os melhores cumprimentos Álvaro Freire

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o forum não é um apoio ao cliente, é um forum de partilha e ajuda entre utilizadores...


 


esta reclamação deve ser reportada atraves da area de cliente, 16200 ou numa loja. pessoalmente aconselhava numa loja, por escrito no livro de reclamações...


 


é verdade que qualquer centro reparador aproveita qualquer coisa para não reparar equipamentos dentro da garantia, eu sugeria perguntar se a reparação do visor implica a reparação do sistema de carga da bateria, se for esse o caso ficaria com um telemovel novo pelo preço de orçamento pois a troca da placa é como se fosse um telemovel novo e são mais 2 anos de garantia...


 


em relação a parte do Iphone, é surreal como é possivel o sistema cobrar por um serviço que esta bloqueado nas definições do serviço de telemovel....


 


independetemente como reportares a situação, pela area de cliente, loja ou 16200, manda PM com os teus dados e com o nº do processo...penso que seria melhor separares os 2 casos para ser mais facil a resolução internamente...ou seja 2 processos diferentes...
Boa noite,

Essa será outra parte do processo, tal como será a abertura de uma ação através de um julgado de Paz caso não veja os meus direitos satisfeitos. Neste caso aquilo que pretendo é dar a conhecer, tanto quanto possível, a qualidade (ou falta dela!) dos serviços da MEO ao maior número possível de consumidores. Não entendo como é que estas empresas se escondem de tal forma que nem um email têm para poder apresentar uma reclamação. As reclamações através do livro de reclamações são geridas pela ASAE e estão mais direcionadas para a forma como o cliente é tratado, se foram educados connosco, etc. Por norma, não resultam em nada quando o problema é garantia e/ou cobranças indevidas. Para isso as marcas ou serviços deveriam ter formas mais simples de contacto com os clientes. Neste caso aquilo que pode resultar será o envio de carta registada para os serviços centrais e ver se chega a algum lado. 

 

Não tenho por hábito ser oportunista e a prova está em que até já comprei outro telefone. Contudo, detesto ser alvo de injustíças e detesto ser tratado com pouca consideração.

 

A questão dos SMS é efetivamente outra história e, como dá para ver noutros posts, não é assunto novo para a MEO.

 

Todas as pessoas têm limites e eu já ultrapassei o meu com estes dois assuntos. Por norma tenho bastante calma e até tenho o cuidado de esclarecer muitas vezes as pessoas em virtude de ter bastante experiência na área de garantias e reclamações porque sei que nem sempre é fácil estar do outro lado. O que tenho dificuldades em aceitar é a prepotência de um operador que se esconde atrás de jovens com pouca ou nenhuma formação nestas matérias e que por isso, prestam um péssimo serviço aos consumidores.

 

De qualquer forma, obrigado pelas sugestões.

 

Álvaro Freire
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as duas situações são demasiado más para continuarem acontecer...


 


se quiseres manda os teus dados por PM para poder passar a informação internamente...pelo menos para poder dar como exemplo coisas que tem de ser melhoradas e retificadas...
Não sei bem como reagir à tentativa de resposta que recebi da "suposta" entidade reparadora. Pelos vistos, conseguem escrever meia dúzia de linhas sem dizer rigorosamente nada. É um feito!


 


De qualquer forma, fica aqui uma cópia para referência futura... Quanto a resposta da MEO, nem vê-la...


 


"Boa tarde Sr. Alvaro,


 


Relativamente ao exposição informo que como centro técnico apenas damos um parecer técnico com base na analise/ verificação dos equipamentos no seu processo de reparação foi verificado que o equipamento apresenta danos que estão relacionados com a anomalia que o terminal apresenta (Não liga). Orçamento para Substituição do Display danificado, pelo que não é possível a sua total reparação ao abrigo da garantia de fabricante, motivo pelo qual foi alvo de orçamento conforme relatório fotográfico em anexo.


 


No entanto realço que a Decsis, limita-se a constatar o facto, não pode avaliar o motivo pelo qual aconteceu uma vez que não podemos aferir as condições em que o equipamento esteve assim como o uso dado ao mesmo.


 


Na verdade para além do prazo a Samsung define as condições em que considera que o equipamento pode ser reparado em garantia e o seu equipamento não se encontra nessas condições. Nas condições de garantia consta: A garantia não é aplicável a problemas que não estejam directamente relacionados com defeitos de material, concepção ou mão-de-obra.


 


Apresentamos os nossos cumprimentos"
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tambem recebi esse tipo de feedback...ia passar isso para ti...perguntei se ao arranjar o ecran (chegas-te a comentar que querias um orçamento) tudo ficaria a funcionar o que me foi garantido que sim...ou seja ficarias com um telemovel novo pois a reparação daria 2 anos de garantia as peças substituidas...


 


fico ainda aguardar referente ao 2º tema...e lamento não conseguir ajudar em mais...
Olá boa tarde

 

Eu estou com um problema bastante idêntico, fundamentalmente na parte de "abanar o equipamento, etc, etc."!!!

Mas comigo, dizem-me que o agente onde fiz todo o contrato não tem gerente e que o dono da loja não autoriza a fazer marcação de entrevista para falar do problema! Loja em auto-gestão, portanto....

Bom, no seu lugar eu separaria os dois problemas.

Reclamaria por escrito (e não necessita mais que copiar a exposição, clarissima, que aqui deixou) para a MEO, para o provedor das telecomunicações e para a própria marca (nenhuma marca quem uma mancha na sua griffe)

Procure tudo o que são Fóruns e denuncie, porque, a menos que seja advogado, nunca mais tem isso resolvido e gasta bastante (euros, paciência e tempo).

Eu vou aguardar até segunda-feira, porque a minha última tentativa de resolução ocorreu ontem, quinta-feira.

A MEO não ganha nada com estas insatisfações e se não saparar os que reclamam por duas razões, tudo e nada, daqueles que têm razão, vai ter um problema que não haverá markting que levante a MEO.

Eu, diferente de si só tenho uma chamada da própria MEO a dar-me razão e a sugerir por mail ao agente para resolver o problema que comigo, agora depois de tudo, é só um; passou mais de um mês para resolverem a reclamação. Ah e não tenho o vidro partido......(risos)

Esperemos ter sorte!
Situacao identica, recusa de reparacao de problema de operacao do telemovel por ter o ecra rachado.


Apesar de nao ter sido provado qualquer relacao entre as duas situacoes.


Lamentavel a actuacao dos colaboradores a fundamentar decisoes em algo que nao esta descrito nas condicoes da garantia.


 
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está descrito que a garantia é referente a defeitos de fabrica...


 


um ecran partido de certeza que não é motivo de defeito de fabrica...


 


é suficiente para ser recusado pelo representante da marca fazer quaquer reparação, mesmo que nada tenha uma coisa com a outra...
Os defeitos de fabrica podem se manifestar ate dois anos apos a venda dor artigo. E nao foi pedido a reparacao do ecra mas do defeito de operacao.


 


Por favor indique qual or artigo da lei das garantias que implique que "é suficiente para ser recusado pelo representante da marca fazer quaquer reparação, mesmo que nada tenha uma coisa com a outra..."


 


Continua na mesma linha de respostas padrao sem fundamento legal. 😞
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tambem não existe fundamento legal de obrigar um fabricante reparar um equipamento com o ecran partido...


 


alem que existe o risco de ao ser aberto para reparação danificar ainda mais e acrescentar mais avarias do que era suposto...por exemplo o ecran deixar de funcionar de vez ou mesmo o toutch...passaria a ser responsabilidade de quem abriu o telemovel..


 


esse é o problema de abrir um telemovel com ecran partido...pode acrescentar mais do que realmente era...logo não há obrigação de aceitar um telemovel nesse estado em garantia...
Na eventualidade de não terem ainda reparado, a minha reclamação tem data de 2016, por isso, há muito que tomei a feliz decisão de i) comprar um novo equipamento desbloqueado e ii) obviamente trocar de operador. Quanto ao equipamento que tinha, só por teimosia, mandei reparar na loja do indiano e, tal como eu suspeitava, o dano que tinha não tinha nada a ver com com a microfissura tipo fio o de cabelo que o ecrã tinha. A avaria estava na motherboard do telemóvel! O ecrã ficou por 10€ e o resto por 100€. Está a trabalhar até hoje na perfeição!


 


Acho lamentável a falta de formação e conhecimento da legislação em vigor demonstrada pelos diversos elementos da MEO com os quais tive o (des)prazer de contactar. 


Da próxima vez que partir o pára-brisas ou um faról da minha viatura, já sei o tipo de problemas que irei ter na oficina...


 


Só para clarificar qualquer dúvida que possa existir quanto ao conhecimento que tenho acerca desta temática, informo que trabalhei cerca de 20 anos como Coordenador do departamento de garantias numa marca de referência do setor automóvel, razão pela qual conheço com razoável detalhe o Decreto-Lei 84/2008 bem como a facilidade com que um advogado mediano desmontava a vossa argumentação. 


 


Mas optei pelo via mais fácil, via essa idêntica há que uma elevada percentagem de clientes tem vindo a efetuar ao longo do tempo; trocar de operador. Não pensem que as pessoas só procuram preço. Procuram também qualidade de serviço e uma assistência técnica digna desse nome. 


 


Só para terminar, achei hilariante que alguém da MEO me tenha enviado um email após mais de 1 ano do evento a informar que gostariam que os contactasse para esclarecer este assunto... A minha reação foi imediata; SHIFT+DELETE não fosse ter algum tipo de arrependimento...


 


Por isso, podem continuar a utilizar o meu post como forma de apresentarem as vossas reclamações mas podem (e devem) também ponderar se a troca de operador não será afinal a solução dos vossos problemas. Comigo resultou na perfeição!
Realmente o unico fundamento legal é o DL 67/2003 alterado pelo DL 84/2008. Aconselho a leitura.


 


Artigo 6.º 
Responsabilidade directa do produtor 
1 - Sem prejuízo dos direitos que lhe assistem perante o vendedor, o consumidor que tenha adquirido coisa defeituosa pode optar por exigir do produtor a sua reparação ou substituição, salvo se tal se manifestar impossível ou desproporcionado tendo em conta o valor que o bem teria se não existisse falta de conformidade, a importância desta e a possibilidade de a solução alternativa ser concretizada sem grave inconveniente para o consumidor. 
2 - O produtor pode opor-se ao exercício dos direitos pelo consumidor verificando-se qualquer dos seguintes factos: 
a) Resultar o defeito exclusivamente de declarações do vendedor sobre a coisa e sua utilização, ou de má utilização; 
b) Não ter colocado a coisa em circulação; 
c) Poder considerar-se, tendo em conta as circunstâncias, que o defeito não existia no momento em que colocou a coisa em circulação; 
d) Não ter fabricado a coisa nem para venda nem para qualquer outra forma de distribuição com fins lucrativos, ou não a ter fabricado ou distribuído no quadro da sua actividade profissional; 
e) Terem decorrido mais de 10 anos sobre a colocação da coisa em circulação. 


 


Após ler este texto nao encontro nada que anule a garantia devido a um ecrã rachado.


 


NeoPayne faça o favor de me ilucidar.
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onde diz que são obrigados??


 


um ecran danificado pode ter mais problemas do que aparenta...ao ser aceite nessas condições o representante tem a obrigação de devolver como recebeu...se ao abrir o telemovel com o ecran partido e o mesmo deixa de funcionar porque foi aberto ou mesmo o toutch deixa de funcionar...quem é o responsavel!? o cliente ou quem o abriu para resolver um problema de carga!?


 


para todos os efeitos o cliente entregou o telemovel com um problema e depois recebe com outros...será aceitavel?!


 


evidente que não vai existir nenhum fabricante que aceite o telemovel nessas condições ao abrigo da garantia...estas a tentar ganhar uma guerra que os fabricantes já ganharam a muitos anos...
"onde diz que são obrigados??"


Nao leste o poste anterior??????


Eu ponho outra vez:


Artigo 6.º 
Responsabilidade directa do produtor 
1 - Sem prejuízo dos direitos que lhe assistem perante o vendedor, o consumidor que tenha adquirido coisa defeituosa pode optar por exigir do produtor a sua reparação ou substituição, salvo se tal se manifestar impossível ou desproporcionado tendo em conta o valor que o bem teria se não existisse falta de conformidade, a importância desta e a possibilidade de a solução alternativa ser concretizada sem grave inconveniente para o consumidor. 


 


 


"um ecran danificado pode ter mais problemas do que aparenta...ao ser aceite nessas condições o representante tem a obrigação de devolver como recebeu...se ao abrir o telemovel com o ecran partido e o mesmo deixa de funcionar porque foi aberto ou mesmo o toutch deixa de funcionar...quem é o responsavel!? o cliente ou quem o abriu para resolver um problema de carga!?"


 


Se os tecnicos nao conseguem de abrir o telemovel sem o danificar podem sempre consultar youtube onde tem passo por passo como abrir um telemovel sem o danificar, e melhor ainda nem sequer e preciso remover o ecra. Eu sei que parece impossivel mas há quem o saiba fazer.


 


"para todos os efeitos o cliente entregou o telemovel com um problema e depois recebe com outros...será aceitavel?!"


Esta pergunta é séria?


 


"evidente que não vai existir nenhum fabricante que aceite o telemovel nessas condições ao abrigo da garantia...estas a tentar ganhar uma guerra que os fabricantes já ganharam a muitos anos..."


 


Deixa me ver se eu percebi, a MEO e os produtores estão isentos da legislação portuguesa??????
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se achas que essa lei é suficiente (certamente existe mais que vão protecer os fabricantes) avança para a resolução de litigios.


 


se venceres, posta a resolução feita pelo juiz e com esse presedente irás ajudar muitas pessoas...


 


boa sorte...

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