Pergunta

Contratos de fidelização com Idosos

  • 16 Junho 2019
  • 1 resposta
  • 165 visualizações

No ano passado o meu avô, na altura com 88 anos, foi contactado pelo operadora MEO para ter conhecimento de uma "oferta" de serviço que incluía a possibilidade de fazer comunicações para números fixos internacionais "gratuitas", sendo que o primeiro ano a mensalidade seria grátis e, a partir daí, ser-lhe-iam cobrados 5€ adicionais da dita "oferta". Na altura o meu avô, volto a referir, com 88 anos, problemas de audição e com o segundo ano de escolaridade, percebeu que só iria pagar de mensalidade 5€ ao invés dos 9€ que pagava até então e, tendo em conta que alguns familiares vivem no estrangeiro, seria uma boa opção. O que não foi devidamente explicado ao meu avô, pelo menos de forma que ele pudesse compreender, era que esta oferta vinha acompanhada de uma fidelização e que ao fim de um ano em vez de pagar 9€ passaria a pagar 14€ e esta é a primeira razão da minha indignação, que me levam a colocar algumas questões: Não há uma idade limite para as fidelizações? (se não existe, talvez fosse melhor começar-se a pensar nisso); Os funcionários destas empresas aproveitam-se da fragilidade e ignorância dos mais idosos para obter números e comissões, ou serão eles próprios os ignorantes que não sabem distinguir o que é uma conduta ética de uma burla?; Para haver fidelização, tendo em conta que o contacto foi feito unicamente pela operadora MEO, não deveria ter sido enviado um contrato com todas as condições para que o meu avô pudesse ler e assinar? Onde está esse contrato? Porque de certeza que a MEO não possui, uma vez que nunca chegou ao meu avô e nunca foi assinado.
Pois bem, não obstante tudo o que já foi referido a cima, o meu avô encontra-se atualmente hospitalizado e, dada a idade e os problemas de saúde, não sabemos qual será o desfecho desta situação, pelo que temos tentado rescindir contrato com a MEO, uma vez que mesmo que ele recupere já não poderá viver onde residia até então. O que me leva à segunda parte desta reclamação: Para fazerem contratos com fidelização, leia-se burlas, a idosos praticamente analfabetos, para a dita empresa basta um contacto telefónico. No entanto, quando se trata da rescisão deste mesmo contrato à todo um conjunto de burocracias e dificuldades que nos são levantadas:
1º Dizem-nos que não é possível fazer a rescisão e propõem que o contrato passe para o nome de um dos filhos e que sejam eles a "usufruir" destas "fantásticas" condições.
2º Dizem que para rescindir, então terá que ser o próprio cliente a fazer o pedido (quando já tinham sido informados do seu internamento);
3º Pedem-nos uma carta do hospital para provar que ele se encontra, de facto, hospitalizado (já que falamos em provas e papeis, e o contrato assinado pelo meu avô a aceitas estas condições, onde está?)
4º Pedem que um dos filhos envie uma carta para a MEO, com a declaração do hospital anexada, a pedir o cancelamento do contrato
5º Entretanto, como já passou algum tempo, enviam nova fatura para pagar;
6º Afinal a carta enviada pelo filho não é suficiente, precisam também do B.I. do meu avô (mas isto não ilegal??) e um dos filhos tem que ir a uma loja MEO entregar.
E é neste ponto que estamos.
Mais uma vez sinto-me profundamente irritada e revoltado com os serviços oferecidos pelas operadoras e pela forma como ludibriam e burlam as pessoas mais frágeis.
Da minha parte, darei a conhecer esta infeliz história em todas a plataformas digitais e irei também apresentar queixa no livro de reclamações.

1 resposta

Tenho um caso em que o esposo morre e a esposa teve de fazer um novo contrato e pedir a fidelização do medmo número.
E incrível!
Eestamos perante um casal e manteve o contrato com a mesma operadora.
Para ter o mesmo número teve de edperar cerca de 30 dias!!!!

Responder