Contencioso Meo

  • 17 Setembro 2015
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Bom dia, segue abaixo transcrição do email enviado para a Intrum Justitia na tentativa de resolver o assunto.

É vergonhoso, apesar de já ter falado directamente com o contencioso da Meo a explicar a situação e me dizerem que se precisassem de maior esclarecimento que contactavam de novo, em vez disso só recebo mensagens, telefonemas e emails de empresas de cobrança!!!!

Quando na realidade eu é que devo ser reçardida por todos os danos.

 

Bom dia,

Conforme nossa última conversa telefónica convosco, com operadora Isabel
Santos, passo a explicar a situação com a Meo:


A 3 de Outubro de 2013 assinei contrato com a Meo para leasing de POS de
facturação, com máquinas e programa de facturação incluído para a minha
actividade (venda de artigos em segunda mão), ao abrigo de uma parceria do
grupo PIE, informaram-me que para ter acesso a esse sistema seria obrigada
a assinar contrato com a Meo também para a linha de internet e telefone,
ao qual não me opus.

Na primeira factura além da mensalidade acordada da linha da Meo e da
mensalidade do POS (69,90€ + iva), foi me debitada também a quantia de
300€+ iva a título de adiantamento pela parceria do grupo PIE.

No entanto, logo após começarmos a facturar, fomos chamados à atenção por
parte da contabilista de que o programa não esta configurado como devia
para a nossa actividade em termos de regime de iva, ou seja estavamos a
facturar em regime de iva normal de 23%, quando deveríamos ter também
disponível o regime especial de margem de lucro aplicado a artigos em
segunda mão.

Desde esse dia, foram efectuadas várias chamadas para a linha de apoio
PIE, ( todas elas gravadas) na tentativa de resolverem a situação, pois
estavamos a ser lesados, havendo mesmo artigos à consignação em que neste
regime estavamos a pagar para os vender.

Do outro lado da linha, (quase sempre os operadores Licínio e Timóteo),
estavam a par da situação e íam tentando ajudar conforme podiam, no
entanto finalmente, após várias tentativas fracassadas pelo grupo PIE, em
Março de 2015 passam-me informação de que o programa não se encontrava
apto para a minha actividade, ou seja venda de artigos novos e em segunda
mão em simultâneo com regimes de iva diferentes, desta forma pediram-me
mais uma oportunidade de resolverem a situação, pedindo-me para aguardar
mais um pouco que iriam criar uma versão única para o meu estabelecimento
de forma a contemplar essas alterações.


Prontifiquei-me a aguardar então até Julho, no entanto entramos no mês de
Agosto sem obter uma única chamada da outra parte para que nos informassem
do andamento das coisas, pois quase 1 ano depois continuavamos a ser
lesados no iva, foi inclusivé feita uma análise média da contabilista, que
verificou que até aquela data já estaríamos lesados em quase 600€ de iva
mal deduzido.


Como não havia notícias da outra parte, liguei para linha a pedir
satisfações, após me dizerem que estavam a ultimar esta nova versão,
pediram me para fazer alguns testes e verificamos que a versão não estava
absolutamente nada diferente da anterior, a única solução que me davam era
ter de tirar 2 talões ao cliente, um com produtos novos e outro com
produtos usados, o que de todo estava fora de hipótese, ao que me
responderam que ambos os regimes nâo poderi entrar. Simultâneo no mesmo
talão, que seria ilegal, no entanto mostrei lhes várias opções em vigor
noutras empresas que o faziam e que o que me diziam não estaria correcto.

Muito descontento por toda esta situação e arrependidíssima de ter
assinado contrato com estes senhores, e por estes senhores considerem
apenas o grupo PIE, pois nada tenho contra a Meo que neste caso apenas
serviu de intermediária, enviei novo email a mostrar o meu
descontentamento e a dizer lhes que pretendia a rescisão por justa causa,
assim como a devolução de todos os valores pagos até à data, pois paguei
sempre por algo que nunca tive e que se dessem por contentes por não pedir
indemnização pelos valores de iva em que fui lesada, ao qual um qualquer
operador me respondeu com muito pouco profissionalismo que fizesse o que
quisesse pois não tinha motivos para justa causa.


Tudo o que aqui descrevo tem documentos, emails e chamadas gravadas que o
fundamentam.


Quando recebi a primeira carta do contencioso da Meo, liguei para lá a
explicar esta mesma situação, ficaram de averiguar e pedir documentaçâo se
necessário e também ficaram de dizer me onde e quando poderia entregar os
equipamentos.


Quanto a outras possiveis correspondências, sem ser email ou telefone, não
recebi nenhumas, pois entretanto fiquei com uma gravidez de risco, com
incapacidade a 100% para o trabalho e vi-me forçada a fechar as
instalações da loja em Novembro de 2014.


Agradecia a vossa ajuda na breve resolução desta questão.


Att


Emília Lopes

 

 

O que eu gostava é que estes senhores tentassem verdadeiramente resolver a situação.

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